A vida política da Professora Nilda, começa numa escola pública, como diretora, eleita pela comunidade democraticamente; depois eleita Vereadora e em seguida Prefeita de Parnamirim.
A sua valsa política é uma sopa de letrinhas, que vai dá esquerda para a direita, hoje no centro.
Foi eleita, dizendo que a prefeitura de Parnamirim, tinha dinheiro, mais não tinha gestão. Chegando ao poder, consagrada pela democracia e não pela ditadura, como alguns de seus aliados, propagam e ufanam! Não mostrou até agora, a cara de sua "gestão".
É bem verdade, que ela pegou uma herança de uma gestão passada, com nenhuma escola construída, a saúde na UTI e uma dívida de 383 milhões de Taveira, parte dela com as empresas terceirizadas...
Começou mau a gestão, de início um rompimento com a vice ( a luta do velho contra o novo, na transição, além das vaidades); depois denúncias de corrupção na Selim, às reclamações populares da ineficiência de serviços, devido a inexperiência de cargos comissionados, fatiado nas forças fisiológicas que compõe a "gestão" Nilda.
Pior, a professora em campanha, dizia que Taveira tinha dinheiro, mais não tinha "gestão ".
E nesse discurso de "gestão", foi onde fez seu mote de campanha e que praticamente, a realidade mostra a Nilda, que "gestão" com enxugamento da máquina e repetir o critério político do passado não e o que ela prometeu, aos que a elegeram.
Mas, o que esperar de uma Professora, que saboreou ideologias, trocando de partidos e não apresentou projeto para a cidade?
É bom deixar claro aqui, que projeto é diferente de gestão, que o projeto e gestão tem sentidos diferentes, em termos de objetivo institucional.
Nesta realidade política, Nilda mostra que está perdida na "gestão" e não tem projeto para Parnamirim.
Alguns indícios mostram está fotografia, primeiro é uma "gestão" rifada com o grupo de forasteiros (como chama os locais), fisiológicos locais, as viúvas das oligarquias e bolsonaristas...A segunda é a insuficiência de arrecadação junto ao governo federal, simples preenchimentos e projetos ao governo federal das demandas que o governo federal tem com os municípios. A terceira, foi quase aprovada uma emenda para prestação de serviços entregue às Os's (Organização Social/pejotização), uma via de privatização do serviço público municipal. Do qual, o movimento do Sintserp barrou na pressão, os vereadores e a prefeita, recuaram. Quarto, o acúmulo das reivindicações de categorias, entre elas a recomposição salarial do magistério de 28% e reajuste de 8,97% aos servidores gerais.
O centro do debate político, é que a "gestão" de Nilda é apenas o menos do mesmo, não é capaz de ter um olhar desenvolvimentista para a cidade ou fazer o além do existente.
O que cabe ao trabalhador do serviço público, é ter leitura de classe; deixando claro! Nenhum direito a menos!!!, como a própria prefeita disse: "Dinheiro tem!" E nós trabalhadores reivindicamos projeto e respeito; é tão claro isso, que que tal teto de gastos neoliberal, chega a 48% de gastos da folha de pagamento.
Já em idos de lutas, o teto era de 51%, mesmo assim, assim a luta garantiu direitos. Mais como não garantir os direitos a quem garante o funcionamento mínimo da máquina municipal? Às duras penas...
A estrutura de funcionamento da prefeitura não agrada a população, entre elas às áreas de trabalho do serviço social, das unidades de saúde com deficiência de atendimento repetitivo da gestão anterior, às escolas com problemas crônicos, escolas militares para afagar os bolsonaristas que compõe o governo.
Mesmo assim, nesse mar negativo, com esforços dos profissionais na educação, junto aos professores, garantiram o avanço da nota do IDEB, de 4,8% para 5,1%. O que a Professora Nilda precisa, é escutar a voz das Ruas...
Celino Bezerra
Professor e escritor
