sexta-feira, 29 de julho de 2011

Saiu no Diário de Natal

Professores ocupam prefeitura de Parnamirim em protesto


Categoria está em greve há 41 dias e reivindica 35% de reajuste salarial, o que levaria à equiparação com o piso nacional

Os professores da rede municipal de Parnamirim ocuparam ontem as dependências do Centro Administrativo da Prefeitura por algumas horas, reivindicando uma solução para a greve que já dura 41 dias. Os profissionais alegam uma defasagem salarial de 21% e a intransigência do gestor municipal em não querer negociar e, até agora, não ter apresentado nenhuma proposta de aumento à categoria, à exceção da incorporação da regência de classe. Os docentes pedem um aumento de 35%, para equiparar o salário ao piso nacional, o que faria aumentar a remuneração de R$ 817 para R$ 1.187. A rede municipal tem 31.800 mil alunos e 1.400 professores efetivos. Hoje, os servidores aguardam uma resposta da Prefeitura de Parnamirim.

Segundo a secretária adjunta de Educação, Marisete Paulino de Medeiros Amorim, o município ofereceu à categoria a incorporação da regência escolar, que corresponde a 40%, o que elevaria o piso para R$ 1.228, ultrapassando o nacional. Para ela, a proposta vai garantir ganhos à categoria em vantagens e títulos que têm como base o piso salarial. "Uma delas, é quando o professor entra de licença médica, cujos vencimentos são contados a partir do salário base, além de implicar diretamente em gratificações e aposentadoria", disse ela, informando ainda que a prefeitura estuda uma forma de beneficiar os professores com a implantação do Plano de Carreira do servidor, que deve ser acontecer no próximo dia 15. "A ideia seria enquadrar todos os professores graduados com as respectivas letras", disse ela.

Sindicato rebate argumento do limite prudencial

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Parnamirim, Juscelino Bezerra, critica a proposta feita pelo Executivo de Parnamirim. "A ideia da incorporação da regência, apesar de trazer alguns benefícios, não garante ganhos reais à categoria, apenas regulamenta um direito que já é nosso e que já recebemos", afirma ele. Para o sindicalista, o prefeito "blefa" quando diz que o município não pode dar aumento porque ultrapassaria o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele diz que ao invés dos 57% anunciados pela Prefeitura, na verdade o município chegou aos 48% do limite prudencial, que é de 51%. Outro dado apresentado por ele foi com relação à receita do Fundeb do município que, segundo dados do Dieese, teria chegado a um aumento de 28% nos primeiros cinco meses deste ano.

A reportagem percorreu ontem algumas escolas do município e constatou que, apesar da greve ser parcial, atingindo cerca de 50% dos profissionais, muitos alunos ainda não voltaram do recesso de duas semanas.

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